segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Dio como te Amo!


Saiba...  J a m a i s  ninguém nos dará o que nos demos.

Jamais nada  e nem ninguém poderá se nivelar ou se equiparar  a mais tênue realidade do que éramos e fomos uma pela outra.

Jamais encontraremos em circunstância e filamento nenhum do universo o tamanho pertencimento que nos unia, mantinha, nutria de esperança e nos fazia c r e r, sonhando acordadas.


Jamais  amaremos algo ou o que quer que seja da maneira sublime que nos alinhavávamos dia após dia, no poder e mistério da força da entrega mais intensa
e sincera - ali, entre nós concebida e a nos manter coesas.

Éramos da mais pura e ilibada constância, carinho, cumplicidade, fidelidade, amor e ternura desmedidas - você  s a b e  e  você  s e n t e  no mais íntimo e ínfimo espaço de tuas entranhas  que extravasávamos e transpúnhamos qualquer limite de absoluto pertencimento, preciosidade e aliança.

Compartilhávamos por todo este tempo, as nossas metades irmanadas. -Nós nos conferimos uma à outra de corpo e alma e agora estamos irremediavelmente sós e perdidas... Perdidas como Ícaro ao despencar das alturas fabulosas daquele céu azul e a mergulhar para sempre no leito de morte mais profundo do mar Egeo.

Minhas asas, tristes asas que você cuidava com seu próprio coração - Estas asas que você me deu já não mais me servem e o peso delas tantas vezes abençoadas e protegidas por ti, agora me arrastam, queimam, fustigam e perfuram a carne mortificada, como se esculpidas em fogo, em lava ardente - são elas agora meu algoz sentenciador a esta pena extraordinária e inexprimível.

Teu ‘angelito’ está doente, perdido para sempre, grande amor querido, e padece por que pecou contra o presente mais lindo e raro de sua vida; desmerecendo e desonrando o milagre mais sagrado de todos - Por que pecou contra o prodígio do amor absoluto e da aliança incondicional.

Teu ‘angelito’ agoniza em amargura inexprimível, expia a extinção de sua própria essência e chora a queda sem fim e vertiginosa do paraíso. Eu sofro... Dios como eu sofro neste abismo insondável de nós duas que cavei com meus próprios pés!

E sinto muito metade minha adorada, por ter quebrado nosso selo, aberto esta caixa de Pandora e vertido este amargo fel na essência consagrada  de nós duas... Por ter profanado tudo o que éramos e sabíamos SER com esse estúpido erro que fez com que eu magoasse o grande e n c o n t r o  desta minha vida e a única criatura na face da Terra que me encontrou e  reconheceu em meio a tantas almas!


Um comentário:

Loba Azul disse...

'..........Não me perca só pq você não me encontra agora............'