quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quando me Tocas



..."Quantas esteiras de luz

se acendem quando me tocas?

Milhares de estrelas espetam meus dedos

rios se perdem deixando em abandono

os seus leitos

E um atropelo de veias

sangue correndo veloz sem saída.

Tantas farpas me cortam a pele

tantos frios eriçam meus pelos

quando me tocas...

Eu ardo febril

- tantas chamas - e tremo de medo

- quantos gelos - quando me tocas...

Tantas catástrofes tumultos

revoltas provocas em mim.

Alteram-se os sais queimam-se calorias

e à quantas loucuras submetes minha química

quantas queimaduras me causa a tua pele.

A quantos perigos me exponho

quando me tocas"...


Um comentário:

Analuka disse...

Belo poema, Loba Azul!... Mas... o amor é, para ti, assim tão dolorido?... ou será apenas freemente, vibrante, intenso, um pouco assustador:... (pergunto, apenas pela sensação que deixam os adjetivos, os rastros das palavras... ). Contudo, o poema é belo, é belo!... Beijinhos pintados e alados, amiga.