quinta-feira, 19 de junho de 2014

Lo Siento - (Alas Azules)






Lo siento, adorada...  


É mesmo de abalar e derreter que, depois de tanto tempo desamparo e abandono, só agora... num repente vulnerável, imprevisto de ternura (ou algo que o valha) te ‘despertes’ e te recuerdes de minhas asas, este teu quase estimado souvenir – e que, neste esforço tênue as acaricie com poemas e atenção em vã tentativa, talvez quase remorso, de revivê-las.

Não percebe o quanto estão frouxas, desvalidas de tanto ter se debatido a buscar-te em vão. Que assim desarticuladas, roídas de tanta inútil sentimentalidade não podem mais alçar vôo, cambiadas a esse tom cinza melancólico com que o desapontamento e esgotamento às matiza e despedaçam.

Não sabeis, então, que nunca devemos nos deter com o perdido. Com o que está prestes a se decompor na ausência e esquecimento? Nem as mãos, as intenções nem as asas devem ter retorno – ainda que nossas almas tenham de seguir agora, para sempre fragmentadas – ocas de amor em fatal loucura resignadas a sobreviver, sem nada de belo e 'único' para tocar e nem como fazer-lho na lembrança.

Ah... Minhas asas azuis (para sempre tão suas e esquecidas), lo siento mucho dicer, cariño: Lágrimas banalíssimas (nem as suas e nem as minhas) jamais às trarão de volta – porque después de todo... irremediavelmente sabemos: carências toscas, mornas desculpas tíbias & retalhos de ilusões sinceras (marcas de ayer), hoje já não mais às ressuscitariam.


 

3 comentários:

Loba Azul disse...

Los locos nudos de mi pelo son laberinto y jardín donde crecen tu árbol y sus tres rosas de fuego. Tu nombre es un tatuaje invisible en mis pezones. Tu voz, el mantra de agua que canta la plenitud de mi mandala de pan, allí donde rezo por la vida, los sueños, la muerte y el misterio.

Agelan Casasnovas disse...

Sos magnifica Loba. Haces magicos hasta tus defectos.Los relatas y sentimos q a todas nos sucede eso.


Agelan

Loba Azul disse...

Gracias por tu compartir, Agelan