segunda-feira, 23 de junho de 2014

LÁUDANO - (PARADÍGMA SENSORIAL)





A eterna ambivalência dos sentidos...

O absurdismo da imprevisibilidade deixa-me zonza,

enjoada de tanta insubstancialidade,

entorpecimento...




Um comentário:

Loba Azul disse...

Despertar na casa das chuvas

Havia silêncio.
Na alvorada úmida
tilintes nos telhados
farfalhar dolentes
uma ternura que se derrama
exsuda.

Há saudades que vem das águas
que vem com águas
que são feitas de águas
lânguidas penetram.
Há uma que é âmago
forjada no hálito do convívio
crescida de parecenças
ninhos ancestrais.

Impregnada renasce nos cheiros
nos desvarios dos sentidos.
Nela passeiam os encantados
os de amor ainda maiores.

Há outras incandescentes
que são o esquecimento de Deus
somente um ai.

Nas águas das minhas saudades
navegam saveiros antigos
grandes velas brancas
entregues às marés
odisseias no Paraguaçu.
No silêncio
as vagas em marulhada distante
meu olhar apenas perscruta.

"A saudade é liquida!".

(Cris Barbosa)