quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A anarquia da beleza


A anarquia da beleza

Desdobrando lentamente

Pontos altos farpados

Dentro e fora dos limites equidistantes

Infinitos vívidos agora imperturbáveis

Para muito além do horizonte

Questionável


Sucessão

Passado presente Futuro

Vistas deslumbrantes de uma saudade

Que eu nem sei se sinto

A Terra renova

Labirinto de vertentes imorredouras

A idade gelada segue os incêndios

Metamorfose


Lua voando solta

Fora de sua órbita obsidiana

Espiral concupiscente espumante do ego

Malha, rede, peixes alizarin surreais

Fragmentos de contentamento para remeter

Dentro de um céu estrelado de cometas

E papoilas intumescidas


Existe expectativa paralela

Amor-tecidas no meu coração

Enquanto eu vago ébria

Lúcida, livre e solitária

No deserto azul melancólico

Respirando ondulante o fulgor buliçoso

Destas paradisíacas águas

Primordiais

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Gravidade


Passo o dia numa espécie de transe
Literário e fonético
A gravidade de Newton estende os
Ramos até às palavras
Sobressalto de algas ainda úmidas
De significado que transcende
O cansaço dos meus olhos
A vertigem imersa nas veias
A vastidão hipotética de um verso
Preso a uma corda por uma mola
O afiar as sílabas na pele
Estremecer por fora e por dentro

Onde o todo e o nada se (in)contêm.


Apelo



Sonho tanto você que a tangência de meus sentidos desgovernam - Não existe horas noite dia mês - Existe só imponderabilidades e saudade e um NUNCA adeus que não me permite esperançar, ficar ou seguir  - Creia... estas mesquinharias me estafam - D e s t i - TUA - m e !


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mira-me



Olha-me
Encontra-me através da luz deste
universo inescrutável de possibilidades
na névoa desta aurora velosíssima

Olhe para mim com seus dentes,
boca, mãos, braços, abraços, sorrisos
e alcança-me através da espuma dos
oceanos intermináveis que nos cercam


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Contigo irei



Irei debruçar minha lira sobre sua tez
Para desbravar a escuderia de seu coração
Arrancar suas sandálias, desnudar seus pés
Rebentar seu colar, encontrar sua pulsação
Desofuscar seus olhos
Perfumar-lhe o corpo
Abarcar-me em seu colo ao cambiar nossos sonhos
Atordoar seus ossos, embaralhar teus sentidos
Eleger-me seu escopo
Besuntar com seiva seus tornozelos
Desembocar na hidrografia das suas pernas
Cintilar e bambear com esmero seus joelhos
Sibilar em seus ouvidos adorações ternas
Valsar na cadência de seus quadris
Contrair com doçura seu abdômen
Embrenhar-me na torrente de seus ardis
Oferendar-lhe em Cancún um totem
Arquejar suas vértebras, eriçar seu dorso
Desfolhar-te a intimidade ritmadamente
Ciclonizar sua relva, embalar seu repouso
Vislumbrar suas mãos agarradas trêmulas em mim
Esvoaçar seus cabelos com ternura infinita
Tatuar meu nome em seus lábios enquanto você me chama
Provocar-lhe lampejos, espasmos únicos e raros de contentamento
Só contigo transpor planícies, oceanos de tempo e qualquer obstáculo

E desposar-te entre as flores do Lácio


terça-feira, 7 de junho de 2016

Intangível


Frio rigoroso, arrepios austrais

Coloquei minha jugular de encontro a alguns raios de sol
Coincidiu, desceu, subiu... Alisou uma língua morna

Falando de contentamento, de coisas inventadas,
sonhos impossíveis pela boca Tua...
Depois, sumiu... É inverno ainda

Falsas promessas, palavras ao vento...

É Inverno ainda

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O poder do engano


Nunca imaginei poder fazer parte de algo tão perfeito.
Não preciso explicar como, _ Não a você!
É difícil de expressar, pois, é como entrar em um sonho
que você teve a vida toda e depois descobrir que este
sonho é mais real do que toda a sua existência.

Sabemos então, que ser obrigado a deixar de sonhá-lo
é como desmembrar qualquer vínculo com a alegria,
a esperança, o contentamento. É como se a vida lhe
faltasse e se transformasse em algo diminuído que
vai sumindo, definhando agonizante e enfraquecido.

Você percebe então que não vive mais e apenas vegeta
aprisionado a lembrança de um sentimento que não pode
mais te alimentar ou restituir o vigor. E é assim que tua
alma desesperada intui que está tudo perdido e se
dissipa completamente exaurida pelo poder do engano...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pertencimento


Tem um espaço em mim que te pertence
Nele você dorme e acorda. Segue-me...
À noite eu abro minhas janelas
E ganho o mundo...

E cada palavra é música
Versos de Buarque,
Versos de Holanda...
Versos nossos...

Tão nossos que ninguém entenderia
A profundidade, a densidade, a rima.
Por que em mim... você é TUDO e
TODO o meu mundo TODO!


segunda-feira, 14 de março de 2016

Quiero - (O que você pediria ?)


Quiero

Un “Buenos días”
Un beso
Y un café

Un “Buen provecho”
Un par de risas
Y un té

Un “Como te fue ?”
Una carícia
Y un vino

Un “descansa”
Una mirada
Y un Te Quiero!


Y por supuesto... Un psiquiatra que me ayude a "dejar" de hacer peticiones a una estrella fugaz