sábado, 30 de novembro de 2013

Devaneios de Amapola


Sinto seu perfume transpondo continentes
cruzando espaço imenso sem medir distancia
orbitando entre Girassóis, estrelas e abismos

Hoje eu acordei sonhando lembranças nossas

onde éramos um alquímico buquê de flores raras
- E eu, Amapola almiscarada fui cheirando as horas entorpecida 
numa ousadia nebulosa de Mandrágora

Flores de Alfazema, Ópiun, Lótus, Lírio, Manacá, Jacinto...

Exótico palpitar de historias findas que ainda sinto
Madressilvas, Hera, Gerânios, Sete-Léguas, Mirra
a se derramarem debruçadas preguiçosas no pergolado,


 e a entrelaçarem  indifrentes seus buliçosos longos
 dedos de Orquídia, no caramanchão hipnótico  
de minha memória Parasita
(Ilusionista)!


Um comentário:

Loba Azul disse...


Es tarde. Sin embargo yo daría
todos los juramentos y las lluvias,
las paredes con insultos y mimos,
las ventanas de invierno, el mar a veces,
por no tener tu corazón en mí,
tu corazón inevitable y doloroso
en mí que estoy enteramente solo
sobreviviéndote.

(Mario Benedetti)