quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Úmida


E foi nesse turbilhão de pensamentos e emoções que me dei conta que sou fiel a mim mesma, percebi que já não fazia questão da sua atenção desmedida.
O fator comum não altera a veracidade dos fatos e, teu jeito livre de ser, me completa e contempla por não aprisionar.
Sou tua quando quero e quando não quero sou de mim mesma, aliás, sempre fui assim, brinco de tecer a arte complexa que altera as tonalidades da vida.
As coisas mudam, as pessoas mudam... Mas a essência continua a mesma.

Sou cor viva e tênue, sou música e emoção.
Sou sexo desmedido e pura adrenalina pra quem conhece o dialeto do olhar.
Eu sinto a quentura do teu corpo, quando sussurro em teu ouvido e sei que tu gostas.
Teus gemidos  são meus anseios, minha gastura.
E os meus, é olho no olho e presença marcada chamando teu nome.
Sou perfume, fragrância que deixa saudade misturada com a fumaça do cigarro.
Sou a volúpia quando te toca, sou o beijo sincronizado pelos batimentos cardíacos.
Sou tua benção e maldição, pensamentos retrateis e cruéis, doces e nostálgicos.
Tentação, sensação e desejo.
Úmida, indecente e coerente.
Desejo que é teu, é meu e é nosso.
Sou uma mistura de tudo e do nada... Sou incolor quando quieta, e multifaces quando vibrante.
Complexa e completa, forte e frágil...
Doce veneno, gostosa por natureza e amada por pura sorte.
Pretensão?
Talvez sim e não, depende.
A verdade é que eu sei que o mundo não gira em torno de ti e nem de mim.

Mas quando o ciclo se fecha o universo conspira ao nosso favor.

Quem ama, vive assim... 

Úmida! 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"Desamador"

O DESAMADOR
   
Não sou capaz de amar por piedade. Amar é estar no mesmo nível, com a mesma altura dos ombros, o tremor de balbuciar e logo beijar para não esquecer o que o corpo pede. Não é rebaixar ou cumprir um favor. Amar não é uma compensação. Amar não dá poder, é o despoder. Ensina a generosidade, a vontade de se diminuir para que o amor aumente. Amar é ceder o gosto, a vida, o futuro. É oferecer a metade da gaveta, da cama, da luz, do banho, da mesa, da folha. É oferecer o que ainda nem se chegou a conhecer. Tenho sim piedade daqueles que empregam o amor como forma de tirania. Que falam em vão do amor como se fosse fácil encontrá-lo. Que não exercitam a delicadeza, a retribuição e o cuidado atento e gritam com quem quer apenas sussurrar. Armam-se do autoritarismo, da vassalagem, da discórdia. Não aceitam o contraponto, a discordância. Para assegurar o domínio, rebaixam seu par para que ele fique dependente, menor, indefeso (não forte, confiante e otimista como deveria ocorrer e que acarretaria independência). Que envenenam com ofensas indiretas ou ironias quando sua vítima está desprotegida. Que não entendem que toda palavra é um pedaço da boca e que a boca sangra com facilidade. Que acreditam que o parceiro ou parceira não tem escolha e que ficará se sujeitando aos seus terrores e dissabores. Da figura do desamado, o que sofre solitário, surge o desamador, o que desagrega a solidão e faz sofrer. Porque ele recebe o amor e troça de sua força. Seduz por diversão e hábito, pouco se importando com o envolvimento que se segue. O desamador dirá depois de usar o amor: "Não prometi nada". Lavará as luvas para não comprometer as mãos. Omitirá compulsivamente,  o que é mais repulsivo do que mentir. O desamador não tem nada a perder, pois não ama. O desamador chamará qualquer cobrança de neurose, de doença, de loucura. Fará a pessoa se sentir torta, infeliz, incriminada de rancor. Depois ainda vai contar para seus amigos e amigas que está sendo perseguido e apagará o que não combina com sua versão. O desamador não fica doente, adoece o mundo. O desamador não é facultado ao ódio, quem dera. O ódio ainda facilita o amor. O desamador recorre à intolerância. Chora somente no sufoco, pede desculpas no momento de ser desmascarado, mas não muda, continuará maltratando com a indiferença. Ele não é bom muito menos ruim, é apático. Seu autoritarismo é negação da fraqueza. Tudo o que acontece de errado em sua vida vai transferir para quem está ao seu lado. O desamador emprega a crueldade da reticência, do subentendido, não assume suas escolhas. Induz sua companhia a entender sem dizer nada. O desamador gera culpa, dúvidas, incertezas. Não declara sim ou não. Delicia-se com a confusão. Quanto mais culpa, mais ele exercerá sua autoridade. Parte da ilusão de que ele ou ela não voltará atrás. Condiciona seu afeto a uma esmola. Custo a crer que o desamador nasceu do ventre de uma mulher.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

MI AMOR ERES TÚ!


MI AMOR ERES TÚ!

Muchos dicen que el amor es como un corazón que late fuerte,
lleno de fuerza, pero porque presagiamos corazonadas, que nos hacen sentir que ese latir espontaneo y lleno de vida, algún día
nos dejará de acompañar al cesar su latir...
Muchos dicen que el amor es como un amanecer, radiante, lleno de luz divina y vivificadora, pero si el amor fuera así porque siempre después del amanecer, hay un atardecer que nos muestra lo que pareció ser, pero no fue...
Muchos creen que el amor es como una entrega mutua en cuerpo y
alma, que nos desquicia y nos hace perder la razón, sin saber
que es una seducción que nos conduce al pasado vivido del
olvido... El enigma del amor, que puede nacer con un beso,
con una sonrisa, con una mirada;
Para mí el amor ERES TÚ, que me hace sentir, vibrar, que
me da paz y me completas;
Tú, que me reflejas, que da sentido a todo en mi vida,
Tú a quién amo y me enamoras todos los dias.
Así que para mi, Tú eres el amor, mi amor y mi certeza!
Te Amo y quiero estar siempre a tu lado, mujer mía!

                                         [Los Besos]