quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lençóis



Envoltas pela névoa de linho

as amantes se olham

Indescobertas... 

Envoltas por sins e temores

as amantes se tocam

cautelosamente...

Envoltas por olhos ardentes...

as amantes se desejam

misteriosamente... Vibram...

Envoltas... no quarto fechado

há um não sobrar de

espaço para duas...

As palavras sussurram delicadamente

prazeres inconfessáveis e não ditos

Mãos espalmadas em busca de espaço

desafiando as leis da física...

Pernas, ora trançadas ora retesadas...

querendo quebrar todos os limites

Bocas em beijos, em cada milímetro...

Engolindo toda a possível resistência

Entre lençóis encantadas...

as amantes se esquecem

eternamente do tempo ...

Comungando essências...

Para quê tempo?

Se, entre os lençóis, elas

vivem tão intensamente?...

E... bem cá entre nós

- Para quê mais os lençóis?...

[Los Labios]

2 comentários:

Fada do Mar Suave disse...

Amigo

Meu amigo pena
Mas que não pena por algo
Que não seja um penar pensado.
Meu amigo pensa
Mas que não pense por algo
Que não seja um pensar penado.
Porque nada que não valha a pena
Deve ser pensado pensa nisso.
Porque nada que um pensar não valha
Deve ser penado.

Roberto Queiroz

Uma visita amorosa na beleza da poesia de seu espaço.
Com amor da Fada do Mar Suave.

Loba Azul disse...

Merci.....